Como aparelhos eletrônicos afetam nosso cérebro

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Como aparelhos eletrônicos afetam nosso cérebro

É fato que os aparelhos eletrônicos já se tornaram elementos indispensáveis em nossas vidas. A tecnologia, em seu conjunto, apresenta tantos benefícios que já a internalizamos de tal maneira em nossa rotina que para muitas pessoas seria muito difícil se imaginar vivendo sem ela.

Muitas das tecnologias são relativamente recentes. Por isso, os efeitos dos aparelhos sobre os seres humanos apenas começaram a ser estudados.

Pesquisadores recentememte descobriram uma relação entre o uso de aparelhos multitarefa com uma redução da massa cinzenta do cérebro.

A estrutura do nosso cérebro, particularmente a massa cinzenta, pode estar diminuindo graças ao uso simultâneo de celulares e dispositivos multitarefa, segundo revelou um estudo da Universidade de Sussex, nos Estados Unidos, publicada em 24 de setembro de 2016.

“As pessoas que frequentemente usam vários dispositivos multimídia ao mesmo tempo têm menor densidade de matéria cinzenta em uma região particular do cérebro em comparação com aqueles que utilizam um único dispositivo de vez em quando”, disse a pesquisa.

“A região afetada do cérebro, conhecida como Córtex Cingulado Anterior (CCA), é responsável principalmente pelas funções cognitivas e de controle emocional”.

A pesquisa apoia estudos anteriores que demonstraram uma relação entre trabalhar com equipamentos multitarefa e “a falta de atenção devido ao surgimento de distrações, assim como problemas emocionais como depressão e ansiedade”.

Os neurocientistas Kep Kee Loh e Dr. Ryota Kanai explicaram que agora é necessário realizar uma pesquisa a longo prazo para determinar a razão do vínculo entre a utilização dos aparelhos e essa região do cérebro, e assim definir se realmente são os dispositivos que conduzem à redução, ou se as pessoas com menor matéria cinzenta se sentem mais atraídas por um número maior de meios de comunicação.

Os pesquisadores examinaram 75 adultos quanto ao uso de telefones celulares, laptops, computadores, televisão e outras mídias.

Os equipamentos “multimídia estão cada vez mais presentes em nossas vidas hoje em dia, e há uma crescente preocupação quanto ao seu impacto sobre o nosso conhecimento e bem-estar social e emocional. Nossa pesquisa foi a primeira a revelar as ligações entre multi-mídia e a estrutura cerebral”, destacaram Kep Kee Loh e Kanai.

Anteriormente, eles já haviam demonstrado que a estrutura do cérebro pode ser alterada após uma exposição prolongada a novos ambientes e experiências. Eles descobriram que as vias neurais e sinapses podem mudar dependendo do comportamento da pessoa, do ambiente e das emoções.

Estas alterações podem acontecer no nível celular, como é o caso da aprendizagem e da memória. Outros estudos têm demonstrado que é possível aumentar a massa cinzenta em certas áreas específicas, através do treinamento de malabarismos, por exemplo, ou aprendendo o mapa de Londres, no caso dos motoristas de táxi.

“Os mecanismos exatos destas alterações ainda não são conhecidos”, disse Kep Kee Loh.

“Embora seja concebível que os indivíduos com pequeno Córtex Cingulado Anterior (CCA) sejam mais suscetíveis à utilização de dispositivos multitarefa devido à reduzida capacidade cognitiva ou regulação sócio-emocional inferior, é igualmente plausível que os níveis mais elevados de exposição a situações multitarefa possam levar a mudanças estruturais no CCA. É preciso que seja feito um estudo longitudinal para determinar inequivocamente a direção da causalidade”, concluiu o Dr. Kep Kee Loh.

Os aparelhos e o mundo social

 Talvez seja a vida social o aspecto que mais tem mudado em nossas vidas devido aos aparelhos eletrônicos. A forma de nos encontrar, interagir e administrar novos vínculos com as outras pessoas agora é muito diferente. E continua se renovando constantemente. Praticamente todo ano surge um novo aplicativo ou uma nova função que volta a modificar as formas de comunicação cotidianas.

Um dos aspectos mais intrigantes dessas novas formas de comunicação é que elas surgem facilmente, a qualquer momento e em qualquer lugar. Não importa o lugar nem o horário, sempre existe a possibilidade de receber uma mensagem, uma ligação, um e-mail, independentemente da sua relevância.

Portanto, as regras do jogo no mundo moderno exigem que estejamos atentos a muitos estímulos ao mesmo tempo. É comum que uma mesma tarefa seja interrompida várias vezes pela comunicação com outra pessoa. Dessa forma, você precisa reiniciar a atividade. É nesse momento que acontece um desgaste que se chama “custo de mudança”.

Pagamos esse imposto quando desviamos a atenção de uma tarefa para nos dedicarmos a outra e, em seguida, voltar a focar no que estávamos fazendo anteriormente.

Da mesma forma, o cérebro deve ficar atento a uma luz que pisca ou um alarme que soa ou uma vibração que aparece, ou ainda uma janela que se abre. Todos esses sinais são interpretados, em princípio, como ameaça ou emergência. Não significa que você vai morrer de medo quando ver esses sinais. Significa que seus sentidos ficam alertas e há um pequeno alarme que soa no seu interior. Constantemente e a médio prazo, isso se traduz em uma dose de estresse adicional.

Espero que este artigo tenha lhe auxiliado em sua aprendizagem a cerca dos prejuízos causados em nosso cérebro pelo uso excessivo de aparelhos eletrônicos e, se realmente gostou, compartilhe o link com seus amigos, familiares e em suas redes sociais! Todos merecem saber mais!

Forte abraço!

Referência:

1- “Os aparelhos eletrônicos  afetam nosso cérebro, mas….você sabe como?

https://amenteemaravilhosa.com.br/aparelhos-eletronicos-afetam-cerebro/

 

Psicóloga e terapeuta experiente, especializada em Terceira e Quarta Idades. Em constante aprimoramento teórico e com participação ativa em Grupos de Estudos, Simpósios e Congressos. Preparada para tratar depressão, ansiedade, síndrome do pânico, Alzheimer e conflitos de ordem pessoal, familiar, profissional e conjugal.


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Flavia Merschmann

Psicóloga e terapeuta experiente, especializada em Terceira e Quarta Idades. Em constante aprimoramento teórico e com participação ativa em Grupos de Estudos, Simpósios e Congressos. Preparada para tratar depressão, ansiedade, síndrome do pânico, Alzheimer e conflitos de ordem pessoal, familiar, profissional e conjugal.

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