Será que você vive no piloto automático?

  • 0
size_810_16_9_mulher-preocupada

Será que você vive no piloto automático?

Você já se perguntou se no seu dia a dia, suas escolhas, ações ou pensamentos são realmente algo que você, espontaneamente escolhe ou se, na realidade, seu cérebro já tem tudo registrado e apenas dá comandos sobre o que sentir, como fazer e agir, de maneira automática?!

Pois é, quando estamos sendo 100% autênticos e espontâneos, agimos com certa ansiedade (uma ansiedade saudável), pois estamos resolvendo aquela determinada situação através de um mecanismo, de um caminho diferente, ainda não registrado por nós anteriormente, exigindo muito foco, atenção, concentração, ou seja, ficamos imersos sem tanto esforço no presente, como se aquele momento estivesse durando muito mais tempo do que de fato está! Você já se sentiu assim? Pense quando teve que enfrentar algo totalmente novo em sua vida…tenho certeza que você vai se recordar.

Contudo, para a maior parte de nós,  a maneira de enfrentar nosso momento presente é caracterizada por uma espécie de nevoeiro de preocupações acerca de acontecimentos futuros, ou de ruminações acerca de acontecimentos passados, ou mesmo de formulações acerca de si, dos outros e dos acontecimentos.

Em algumas correntes de estudo, assim como em certas filosofias de vida, o foco no presente é empregado como fator primordial para vivenciar a vida de forma plena. Uma das práticas atualmente mais difundidas em todo o mundo, que busca inclusive exercitar nossa mente e corpo para estarmos focados no presente, é o Mindfulness, meditação que vida tanto o aspecto tranquilizante e energizante (para quem acredita), quanto o alinhamento da atenção e concentração através da respiração principalmente.

É como se, ao exercitar nosso foco, estivéssemos desligando nosso “piloto automático”, e aumentando a potência de nossa consciência e criatividade, para que cada gesto, pensamento, ação, fosse pensado, trabalhado internamente por cada um de nós, em sua totalidade, fazendo com que pensemos em cada detalhe destes, revendo e ressignificando esses fenômenos, atribuindo importância e peso à eles.

Quando fazemos essa reflexão e percebemos com mais atenção cada palavra, gesto e pensamento, passamos a notar e entender questões antes “invisíveis” ou insignificantes para nós. Afinal, estamos extremamente condicionados e acostumados a fazer, falar, pensar tudo em nosso dia a dia há muitos anos. Talvez por isso seja tão comum a sensação de que o dia, a semana e até mesmo o ano passa tão depressa…Pense bem….não estamos de fato inovando em QUASE nada, certo?!

Quando um “acidente de percurso”, algo que interrompe nossa rotina, um imprevisto ocorre, a maioria das pessoas tende a se estressar muito e se incomodar além do que deveria com esses “desvios”.

Todavia, são esses acontecimentos que nos forçam a repensar nossa rotina, nossos hábitos, nos tirando totalmente do automático…Que nada mais é do que a nossa velha e grande ZONA DE CONFORTO! Aquelas velhas manias e métodos que temos salvado no nosso “HD” com o passar dos anos, aos quais nos acomodamos, sem nem sequer aprimorá-los de vez em quando. Ficam ali, intocados, como uma velha legislação que dita as regras do jogo por muito tempo, sem aceitar aperfeiçoamentos, adequações, preferindo a rigidez e a certeza de que daquela forma sempre funcionou e, “em time que está ganhando (se é que se pode afirmar que está ganhando mesmo), não se mexe”.

Infelizmente tudo isso ocorre sem que tenhamos consciência ou percepção crítica desses “moldes limitados” ou receitas que internalizamos e repetimos todos os dias. Aliás, eu citaria até uma ideia oposta: conforme vamos conseguindo concretizar aquela velha rotina, em todos os seus nuances, aparentemente nos sentimos melhores e mais produtivos, pois fomos capazes de realizar tudo aquilo mais uma vez e do mesmo jeito….Oba! Então tivemos sucesso! Sim, bem sucedido em repetir tudo outra vez…Contudo, não aprendendo nada novo, nada foi inovado nem aperfeiçoado nem adicionado.

Por fim gostaria de deixar as seguintes reflexões, além de convidar-te para ler e estudar mais sobre o mindfulness e a meditação no geral:

QUAL FOI A ULTIMA VEZ QUE VOCÊ FEZ ALGO PELA PRIMEIRA VEZ?

QUANDO FOI QUE VOCÊ SE PERMITIU, DE VERDADE, EXPERIMENTAR ALGO TOTALMENTE NOVO PARA VOCÊ (FORA DA SUA ZONA DE CONFORTO)?

O QUE VOCÊ PODERIA FAZER QUE NUNCA FEZ, QUE TRARIA BENEFÍCIOS OU ALEGRIA PARA SUA VIDA?!

liberdade-1

Espero que essa leitura tenha valido seu tempo! Se estava distraído(a) ou pensando em outras coisas, volte e leia novamente, tentando estar imerso nas ideias que foram repassadas aqui. Tenho certeza que despertarão outras coisas!

Grande abraço!

Referência:

1) Artigo “Viver em Piloto Automático” – Por Pedro Albuquerque (Psicólogo clínico). 2010. Link: http://oficinadepsicologia.blogs.sapo.pt/4267.html

Psicóloga, Professional & Life Coach & Palestrante com ampla atuação. Já realizou atendimento à famílias, crianças, adolescentes e grupos. Sua missão é potencializar a autoestima e a qualidade de vida do maior nº de pessoas possível, através da conquista de seus objetivos em todas as etapas da vida!


About Author

Natália Ceará

Psicóloga, Professional & Life Coach & Palestrante com ampla atuação. Já realizou atendimento à famílias, crianças, adolescentes e grupos. Sua missão é potencializar a autoestima e a qualidade de vida do maior nº de pessoas possível, através da conquista de seus objetivos em todas as etapas da vida!

Leave a Reply

Agende a sua pré-sessão gratuita. Atendemos à domicílio, online e em consultório. Clique em agendar e envie sua solicitação.